Festival do Rio 2011 – Querida vou comprar cigarros e já volto #pocket

04/11/2011 § 1 comentário

     Quem como eu foi para o cinema esperando o brilhantismo de O homem ao lado, longa dos mesmos diretores deste Querida vou comprar cigarros e já volto, talvez se decepcione um pouco. Não que o filme não seja bom, pelo contrário, mas é outro propósito, outra pegada, enfim, outro filme. É como a síndrome do segundo álbum no universo da música, em que o primeiro é tão incrível que dificilmente o próximo conseguirá manter ou ultrapassar o seu sucesso, pois os fãs no fundo esperam mais do mesmo e quando se deparam com outra sonoridade e outra temática, a expectativa despenca. É necessário um tempo para perceber a genialidade desse novo trabalho.

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Apenas o fim

19/09/2011 § Deixe um comentário

Apenas a premissa

     Apenas o fim, primeiro longa-metragem feito por alunos do curso de cinema da PUC, que teve sua pré-estréia no Festival do Rio do ano passado agraciada com o prêmio do público e uma menção honrosa do júri, é uma premissa. Tom (Gregório Duvivier) é surpreendido por sua namorada (Érika Mader) quando ela diz que está terminando o namoro porque vai fugir para um lugar não especificado. Os dois então resolvem andar pela faculdade enquanto conversam, relembram momentos e discutem o relacionamento.

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Vicky Cristina Barcelona

13/06/2011 § Deixe um comentário

Doce Deleite

     Aos 73 anos, com uma filmografia extensa e uma produção anual contínua é de se esperar que com o tempo, Mr. Woody Allen alternaria altos e baixos. Depois da trilogia inglesa que começou com o brilhante Match point, o razoável Scoop e por fim, o bem fraquinho O sonho de Cassandra, o diretor preferido da “tchurminha cult” provou com este Vicky Cristina Barcelona que ainda pode fazer o público se deleitar com suas ótimas histórias, cheias de tiradas sagazes e diálogos inteligentes.

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O grande chefe

24/05/2011 § Deixe um comentário

A fronteira entre realidade e ficção

      Logo em uma das primeiras cenas de O grande chefe há uma câmera refletida na janela. Por um cinema mais realista e menos comercial, o cineasta dinamarquês Lars Von Trier e seu Dogma 95 produzem filmes focados na dramaturgia, sem se preocupar com a questão estética e por isso, sem utilizar “muletas técnicas”. É terminantemente proibido usar luz artificial, recursos cenográficos e fotográficos, trilha sonora ou qualquer artifício externo a história, que possa provocar a falsa ilusão de realismo no espectador. Apesar disso, Lars interfere no filme em determinados momentos para fazer alguns comentários em off, como quem diz “Olá, não se esqueça de que isso é ficção!”. De qualquer modo, não há trilha, o som direto possui bastante ruído e foi utilizada uma câmera digital que faz enquadramentos de forma aleatória, o que mostra uma tentativa por parte do diretor de que sua subjetividade influencie o menos possível na obra, aproximando-a ao máximo do real e abrindo mais espaço para as interpretações.

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